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Paolo Casadonte - CEO da Ventana Serra do Brasil, empresa do Grupo Arcese


Paolo Casadonte esteve no Brasil, pela primeira vez, em ocasião da transferência de seu pai, funcionário da Fiat, para o país. Desde então, tem ótimas impressões do Brasil, onde hoje atua no mercado empresarial e vive com a família.

Empresário de sucesso, com vasta atuação em diversos países, Paolo Casadonte é, desde 2007, o responsável pelas operações da Ventana Serra, do Grupo Arcese, no Brasil e na América Latina. Esteve no Brasil, pela primeira vez, com a família, em ocasião da transferência de seu pai, funcionário da Fiat, para o país. Desde então, tem ótimas impressões do Brasil, onde vive hoje com a família. Em entrevista à Câmara Italiana, Paolo Casadonte fala de política industrial, da relação Brasil-Itália, da alegria de exercer uma profissão que permite a convivência com diferentes culturas e da importância de sua família.

 

Você veio para o Brasil nos anos 70, com sua família, certo? O que motivou esta vinda? Como foi a sua chegada no país e a adaptação de vocês aqui?

Cheguei pela primeira vez ao Brasil, acompanhado de minha família, no dia 18 de outubro de 1975. Nesta época, meu pai, funcionário da Fiat, havia sido transferido para o Brasil por um contrato de dois anos. Após este período voltamos todos para Itália e meu pai continuou a trabalhar no Grupo Fiat, completando quase 40 anos na empresa e se aposentando em 1993.

Ao longo desta época, na qual a Fiat deu vida ao projeto Brasil, residimos em Belo Horizonte, cidade em que habitavam cerca de trezentos funcionários italianos da empresa, com suas respectivas famílias. Ao longo dos anos, a instalação da Fiat no Brasil se consolidou como modelo de internacionalização de sucesso.

O povo brasileiro, em especial os mineiros, nos recebeu como sempre fazem com todos os estrangeiros, de braços abertos. Por conta disso, nossa adaptação, nos primeiros dois anos de permanência no Brasil, foi muito boa. Assim, minhas impressões sobre a realidade social e empresarial brasileira eram excelentes.

Após esta temporada no Brasil, voltei ao país pela primeira vez em 2001, a turismo e trabalho.  

 

Como foi o início de sua carreira profissional e como se deu o ingresso na Ventana Serra, empresa do grupo multinacional Arcese?

Após algumas experiências em companhias de seguros, transporte e auditoria, ingressei no Grupo Arcese em 1999. Logo, fui designado para um trabalho no departamento de controladoria em uma empresa do Grupo, com sede em Los Angeles, na Califórnia, onde permaneci por cerca de um ano e meio. Em seguida, atuei na área administrativa do Grupo, com ênfase no controle de companhias estrangeiras coligadas aArcese. Ao longo desta experiência, pude conhecer varias companhias controladas pela holdingArcese em países como Alemanha, Inglaterra, Polônia, entre outros.

No final de 2001, fui destinado a um trabalho de auditoria junto à controlada brasileira do Grupo Arcese. De 2001 a 2003, o Brasil foi o principal país no qual trabalhei, embora ainda tivesse que me dedicar a assuntos administrativos da companhia americana e de algumas companhias naEuropa. Em 2003, aceitei, com muita honra e alegria, a proposta do nosso acionista para me estabelecer definitivamente no Brasil. Atuei no começo como regional manager, responsável por três estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Desde dezembro de 2007 assumi a responsabilidade das operações no Brasil e na America Latina como CEO.

Desde criança, sempre sonhei em ter um trabalho que me permitisse conhecer diferentes países, culturas, idiomas e estilos de vida. Consegui realizar este sonho, sobretudo graças a minha família, a minha esposa Ellen e nosso filho Francesco, que sempreme apóiam e suportam minhas ausências devidoà frequentes viagens pelo Brasil e ao exterior.

 

Quais foram os maiores desafios durante a sua carreira?

Ao longo destes anos, posso dizer que enfrentei muitos desafios profissionais e quero enfrentar muitos outros. Desafios fazem parte da vida e costumo dizer que “o maior desafio será aquele que ainda terei que enfrentar”.

De qualquer forma, nossa missão de servir nossos clientes com primazia nas operações de importação, exportação, logística e transporte nos leva sempre ao difícil desafio cotidiano de garantir ao cliente amáxima satisfação. Nem sempre conseguimos, porque nosso atendimento depende de muitas variáveis que dificilmente podemos controlar totalmente, como a relação com os órgãos públicos. No entanto, nos esforçamos sempre e investimos muito para superar as expectativas de nossos clientes, sempre com muita humildade.

 

Como você avalia as atividades de importação e exportação do Brasil em 2013? E de Minas Gerais?

Os números da balança comercial falam por si. O Brasil e Minas continuam sendo mercados importadores, com exportação focada principalmente em produtos de baixo valor agregado.

 

Quais são as perspectivas, nesse âmbito, para 2014? Quais você julga serem as maiores oportunidades e as maiores dificuldades para este ano?

Participei de várias palestras e debates sobre os possíveis cenários de 2014 e cheguei à modesta conclusão de que será um ano de transição.Em tese, não haverá maiores “tragédias” em comparação ao ano de 2013, mas também não prevemos nenhuma performance expressiva para o Brasil. 2014 terá duas grandes incógnitas: a Copa do Mundo, que levará o país a cerca de um mês de paralisação, e as eleições que, por si só, sempre constituem uma incógnita para qualquer país, pois há sempre incerteza sobre o futuro.

 

Como você avalia a política industrial do Brasil?

Infelizmente, não existe uma verdadeira política industrial, pois, para ser mais preciso, a política industrial atual é uma política emergencial que visa a intervenção corretiva, somente após a ocorrência dos fatos. Não existe uma política industrial proativa, com planejamento a médio e longo prazo. A maioria das decisões tomadas pelo governo federal são decisões populistas, que visam o aparente “agrado” da maior parcela da população, tendo em troca o consenso político, ao invés de sustentar a indústria e ajudá-la a estabelecer um crescimento sustentável e benéfico para o país. Parafraseando Winston Churchill, “o governo federal, às vezes,parece perceber a indústria como uma vaca pronta para ser mungida”.

 

Você acredita que alguma ação que o Brasil e/ou o estado de Minas Gerais têm adotado contribua para a Itália na superação da crise econômica? E como acha que podem contribuir?

Sem dúvida, o Brasil e Minas Gerais são um importante mercado consumidor para a Itália. Sob meu ponto de vista, o fato em si de importar da Itália ou exportar para a Itália nos fornece uma ideia da natural sinergia econômica entre os dois países e os benefícios econômicos mútuos que estas atividades trazem.  Com certeza, o Brasil e Minas Gerais, com suas demandas por insumos, maquinários e bens de consumo, têm permitido uma boa afirmação do made in Italy, sustentando as empresas italianas ligadas à exportação. A contribuição poderia ser ainda maior. Infelizmente, de uma forma geral, muitos empresários italianos e europeus, em virtude da crise econômica, têm perdido boa parte da vocação própria do empresário, investir para lucrar. Apesar dos investimentos estrangeiros serem sempre presentes no Brasil, existe ainda uma grande demanda reprimida. O Brasil precisa de investimentos nacionais do setor público e privado, e também de investimentos estrangeiros.

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