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Entrevista com o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Altamir de Araújo Rôso Filho


Natural de Uberaba, no Triângulo Mineiro, é graduado em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas do Triângulo Mineiro e em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia Civil do Triângulo Mineiro, hoje Universidade de Uberaba. Atualmente é diretor administrativo e um dos proprietários da RCA Construtora Ltda., empresa que vem atuando desde 1994 em Uberaba e região. Foi presidente do SINDUSCON (Sindicato da Indústria da Construção Civil) no biênio 2004 e 2005, esteve no cargo de diretor da FIEMG, no período de 2005 a 2010, como representante da indústria uberabense junto à entidade em Belo Horizonte. Ocupou também os cargos de vice-presidente do SINDUSCON (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Vale do Rio Grande), diretor da ACIU (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba) e da ASSEDIU (Associação das Empresas dos Distritos Industriais I e II). Além do cargo de Secretário Estadual, atualmente é também vice-presidente regional da Federação das Indústrias de Minas Gerais e presidente da FIEMG Regional Vale do Rio Grande, em seu segundo mandato. 

Quais serão as atuais políticas de Estado voltadas para o desenvolvimento da indústria e do comércio?

Minas Gerais possui localização estratégica, ambiente de negócios favorável e mão de obra de excelência para atrair investimentos. A partir da nova divisão conceitual do estado em 17 territórios, começamos a construção de planos de desenvolvimento específicos, observando as necessidades e as vocações de cada região. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico atuará – em parceria com entidades de classe empresariais, outras pastas do Governo estadual e sociedade civil organizada – para elaborar políticas de desenvolvimento especificas para cada um dos territórios.

É importante lembrar também do Programa de Revitalização dos 53 Distritos Industriais do Estado, numa parceria da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O trabalho tornará os distritos industriais mais atrativos, com melhor infraestrutura, ambiente de cooperação, logística de ponta, governança e competitividade industrial.

Cito também aqui o Programa Minas Competitiva, parceria entre Governo, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fiemg e Sebrae-MG, que está em fase final de elaboração de projetos. O objetivo é estimular a diversificação da produção mineira por meio do aumento da competitividade de cadeias produtivas estratégicas para o desenvolvimento do estado. O montante que será investido totaliza US$ 71,5 milhões, sendo US$ 1,5 milhão como contrapartida do Estado, US$ 10 milhões da Fiemg, US$ 10 milhões do Sebrae e o restante do BID. 

Em sua gestão, quais são as áreas prioritárias e que tem maior atenção no planejamento econômico de Minas? Qual a expectativa em relação a eles? 

Minas Gerais é a terceira economia do Brasil; o segundo estado exportador e segundo na atração de investimentos, principalmente, em razão do setor minero-metalúrgico, que enfrenta dificuldades cíclicas. No entanto, o estado precisa atrair investimentos de outros segmentos da economia, bem como agregar valor àqueles existentes, sempre focado na inovação de produtos e processos, o que eleva a qualidade dos empregos.

Entre os setores que se consolidam em Minas Gerais e que podem adensar cadeias produtivas dentro do estado, podemos destacar: químico, farmacêutico, automotivo, biotecnologia, alimentos, eletroeletrônicos, aeroespacial e software. A nossa expectativa é sempre apoiar o crescimento dessas e de outras indústrias que estejam interessadas em expandir ou de se instalar aqui. Estamos de portas abertas para discutir as vocações de cada região e as necessidades das empresas. E é o que faremos dentro dos projetos e trabalhos que citei anteriormente.

Como a Secretaria pretende promover ações que visem novos empreendimentos para o Estado e, ao mesmo tempo, promover a modernização e expansão das empresas já instaladas em Minas?

Temos uma série de ações planejadas e outras já em execução para ampliar o parque industrial mineiro. Estamos trabalhando muito para atrair novos investimentos, mesmo sabendo que há certa cautela do empresariado nesse momento. Fortalecer o nosso comércio é outro propósito, pois esse segmento tem muito espaço e potencial para crescimento no estado. Minas Gerais tem uma vocação grande para empreender, e por meio da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), que é uma instituição vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a abertura de novos empreendimentos ocorre em tempo recorde. Com a Sala do Empreendedor, algumas modalidades de empresas já podem ser abertas em apenas uma hora, o que torna Minas Gerais referência nesse importante quesito. Há 10 anos gastava-se 150 dias para abrir uma empresa no estado, o que desestimulava muitos empreendedores. Hoje o processo é integrado e bastante inovador. Outra ação importante na Jucemg é a regionalização dessas ações, o que leva a desburocratização para todos os 17 territórios de desenvolvimento.

Essa agilidade soma-se, justamente, aos trabalhos que comentei anteriormente, na primeira resposta, de construção de políticas de desenvolvimento econômico para os 17 territórios criados pelo governador Fernando Pimentel. Vamos considerar as realidades das diferentes regiões e estabelecer condições para que novos investimentos sejam realizados em Minas Gerais.

Destacando-se como um dos estados com maior concentração de empresas de origem italiana no Brasil, Minas Gerais possui acordos bilaterais de cooperação econômica com a Itália. Como o senhor pretende utilizar esta plataforma de colaboração? 

Realmente, desde o século XIX, Minas Gerais estabeleceu uma relação de proximidade com esse país europeu ao receber aqui os primeiros imigrantes italianos, que foram fundamentais para o crescimento do estado. E essa relação foi crescendo ao longo do século XX com a chegada de grandes empresas ao território mineiro. Impossível não falar do começo da década de 1970, quando a Fiat Automóveis iniciou as tratativas para se instalar em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em um trabalho fantástico, com entidades de classe empresariais como a Fiemg e com o Governo do Estado, criou um projeto de “mineirização” de fornecedores para a montadora, o que gerou grande desenvolvimento para a nossa indústria e oportunidades ímpares para milhares de mineiros.

O Estado de Minas Gerais possui uma relação muito estreita com a Itália, e no aspecto formal conta com protocolos de intenções e acordos de cooperação assinados com as regiões de Piemonte, Campania e Lombardia. A Itália é um parceiro essencial no continente europeu e a nossa intenção é fortalecer ainda mais os nossos laços comerciais e culturais. A nossa participação na Expo Milano 2015, em outubro deste ano, será muito importante para que Minas Gerais se mostre e diga aos italianos que estamos de braços abertos para novas parcerias.

Acrescento ainda a importância da atuação da Secretaria de Desenvolvimento – por meio da Exportaminas – dentro do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), lançado pelo Governo Federal há poucas semanas. Por meio dele, vamos criar, em parcerias com entidades de classe empresariais, ações específicas para a internacionalização de empresas mineiras. Nesse contexto, temos a Itália como um dos mercados preferenciais.

A EXPO Milano 2015 é o terceiro maior evento do planeta que acontece até o mês de outubro, em Milão. Em sua avaliação, como esta pode se tornar uma oportunidade de Minas Gerais mostrar todo o seu potencial econômico ao mundo e atrair investimentos? 

Na segunda quinzena de outubro, o governo de Minas Gerais – em parceria com a Fiemg – estará na Expo Milano 2015 para fazer um grande evento, que inclui seminário para atração de investimentos, rodada de negócios e mostra de produtos da economia criativa, com foco em moda, gastronomia e música.

Nessa missão, teremos a Assessoria de Relações Internacionais do Estado, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) com a Exportaminas, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e o Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi). A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) fará apresentação do programa Minas Digital. No evento como um todo será uma excelente ocasião para Minas Gerais se mostrar para o mundo e prospectar novas oportunidades.

Na segunda quinzena de outubro, o governo de Minas Gerais – em parceria com a Fiemg e com o apoio da Câmara Italiana – estará na Expo Milano 2015 para fazer um grande evento, que inclui seminário para atração de investimentos, rodada de negócios e mostra de produtos da economia criativa, com foco em moda, gastronomia e música.

Nessa missão, teremos a Assessoria de Relações Internacionais do Estado, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) com a Exportaminas, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e o Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi). A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) fará apresentação do programa Minas Digital. No evento como um todo será uma excelente ocasião para Minas Gerais se mostrar para o mundo e prospectar novas oportunidades.

Crédito foto: Osvaldo Afonso

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