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Entrevista com Rodrigo de Oliveira Perpetuo, Chefe da Assessoria de Relações Internacionais do Governo do Estado de Minas Gerais


Economista formado pela UFMG, especialista em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral, especialista em cooperação internacional pela Universidade Aberta da Catalunha e Mestre em Relações Internacionais pela PUC-MG. Professor de Política Internacional Contemporânea nas Faculdades IBMEC, foi Secretário Municipal Adjunto de Relações Internacionais da Prefeitura de Belo Horizonte entre 2005 e 2015, tendo presidido o Fórum Nacional dos Secretários e Gestores Municipais de Relações Internacionais – FONARI, entre 2010 e 2013.  Ele assumiu a Chefia da Assessoria de Relações Internacionais do Governo do Estado de Minas Gerais em abril deste ano.

Como é a atuação da assessoria internacional na promoção comercial e atração de investimentos estrangeiros para Minas Gerais?

O Governador Fernando Pimentel definiu uma forma de governança democrática e regionalizada, que implica na constituição de 17 territórios de governança. A política de promoção comercial e atração de investimentos, dentro desta proposta, não deverá estar descolada das necessidades desses territórios. Em que pese haver um momento de revisão das políticas, formas de governança e estratégias de relações internacionais do Governo de Minas Gerais, um papel imediato desta Assessoria é fomentar o diálogo entre os órgãos que já trabalham esta dimensão da internacionalização do Estado, e a sua articulação com o conjunto do Governo e interlocutores externos. Atualmente o INDI no campo da atração de investimentos, a Exportaminas, no campo da promoção comercial e a Codemig, fomentando negócios em vários setores. Assim, forma-se um tripé que deixa Minas Gerais em condições privilegiadas para configurar uma estratégia diferenciada para a dimensão econômica das suas relações internacionais. Soma-se a este tripé de sustentação a própria CEMIG, já que a energia ocupa um lugar de destaque na nova economia sendo o desenvolvimento sustentável uma prioridade deste governo. Transversalmente trabalhamos ainda a inovação, integrando a Fapemig – e outras instituições – para essas dinâmicas, agregando o dinamismo do setor privado para a promoção internacional do Estado e o estímulo à sua atuação internacional. Soma-se ainda o papel do BDMG, que agrega às relações internacionais, mais especificamente à cooperação e ao fomento de um ambiente local de negócios, dada a sua expertise no relacionamento com renomadas instituições de fomento, como o BID. Portanto, a articulação interna e, a partir dela, o diálogo com os parceiros externos ao governo torna-se uma frente de ação importante da Assessoria de Relações Internacionais.

Quais são as áreas prioritárias a serem desenvolvidas na agenda da área internacional do Governo de Minas? 

Uma forma contemporânea de compreender as relações internacionais prevê uma correlação entre as várias dimensões possíveis para a internacionalização de um governo regional. A Assessoria, neste momento, trabalha para mapear quem são os órgãos responsáveis por cada dimensão e como eles estão estruturados e operam as suas agendas. Neste sentido, a política de relações internacionais de Minas Gerais deverá ser matricial, prevendo um alto nível de intersetorialidade e complementação entre as ações de vários órgãos, que atuarão sob uma estratégia comum, fortemente vinculada às prioridades estabelecidas no plano de governo, no Plano Plurianual de Ação Governamental e no Plano de Desenvolvimento Integrado. Dessa forma, a captação de recursos internacionais; atração de investimentos e promoção comercial; cooperação internacional e marketing internacional; serão dimensões dessa estratégia e deverão se fortalecer mutuamente como campos possíveis para a atuação internacional de Minas Gerais.  Além disso, a política de relações internacionais do Governador Pimentel irá se preocupar em criar capacidades regionais e construir estratégias territorializadas, a partir do diálogo com lideranças locais, pretendendo elevar muito o número de prefeituras com áreas voltadas para as relações internacionais (hoje apenas 4 municípios em todo o Estado possuem uma área específica de RI – Contagem, Betim, Uberlândia e Belo Horizonte), visando dar sustentabilidade e consistência a este processo. A internacionalização de Minas Gerais não será exitosa sem uma cultura de relações internacionais construída com lastro democrático e em conjunto com os municípios e lideranças de cada região do Estado. Um plano de internacionalização de médio e longo prazo virá como consequência desse processo.

Minas Gerais está entre os estados com maior concentração de empresas de origem italiana no Brasil, bem como possui um grande número de ítalos-descendentes. Em sua gestão, como o senhor pretende desenvolver iniciativas que permitam estender, ainda mais, as relações entre Minas e a Itália?

O ambiente para ações bilaterais com a Itália é o melhor possível. A forma mais eficiente de aproveitá-lo é dialogando com o Consulado, as associações civis e empresariais e as organizações culturais, para que este potencial seja otimizado ao máximo. As relações entre Minas Gerais e Itália podem e devem ser alvo de uma estratégia particularizada de médio e longo prazo.

Está acontecendo, em Milão – entre maio e outubro de 2015 –, a Exposição Universal. Em sua avaliação, como esta pode se tornar uma oportunidade de promoção de Minas, tendo como base o terceiro maior evento do planeta?

O Governador Pimentel está ciente desta oportunidade e me designou para construir, em conjunto com os parceiros italianos e envolvendo o Governo como um todo, de forma harmônica com os interesses do Governo Federal Brasileiro, a participação de Minas Gerais na Expo Milão 2015. Estão em curso articulações que poderão levar à realização de um momento dedicado a Minas Gerais e sua indústria na Expo Milão, no mês de outubro, marcando a participação mineira em várias frentes, econômica, diplomática e cultural, tendo o direito à alimentação, as políticas de fomento ao agronegócio e a gastronomia, como os eixos norteadores desta ação.

Existem acordos bilaterais entre Minas Gerais e a Itália. Como o senhor pretende mantê-los em vigência? Qual seria a expectativa de ampliar esses acordos com outras regiões italianas ainda não contempladas?

Neste momento estamos avaliando quais são os acordos que estão em vigência e como estão estruturados. Há que se atentar para o fato de que nem sempre a assinatura de um acordo é o principal fato motivador para relações bilaterais, ainda que a formalização das relações seja fundamental e necessária. O que existe hoje, portanto, é um esforço de análise, para mantermos ações exitosas à luz da nova forma de governança, mais democrática e voltada essencialmente para a construção de um Estado socialmente mais justo e que possa oferecer condições de desenvolvimento minimamente equânimes para os seus cidadãos. Antes de ampliar as ações internacionais ou buscarmos novos acordos, vamos trabalhar para reorientar, nesta direção, o trabalho que está em andamento. O desafio é complexo e o avançar de uma parceria entre Minas Gerais e Itália, que possa transcender as boas bases que já estão colocadas, dependerá da capacidade de trabalho conjunto que tenhamos Governo e Associações italianas, com as quais queremos contar para a construção de um Estado que dialogue com o mundo também a partir das suas raízes históricas e de laços econômicos e fraternos já consolidados.

 

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