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“É preciso desenvolver uma cultura exportadora no Brasil”, afirma Paolo Casadonte


CEO da Ventana Serra analisa o quadro geral do comércio exterior brasileiro

19/09/2018

O comércio exterior é um ponto-chave para acelerar a recuperação econômica do Brasil, mas, para isso, é preciso desenvolver uma cultura exportadora, promover condições adequadas às operações e estimular os agentes capazes de pavimentar o caminho, órgãos governamentais, câmaras de comércio e operadores especializados. As afirmações são do CEO da operadora logística Ventana Serra do Brasil, Paolo Casadonte, que há 20 anos se dedica ao comércio internacional. Ele analisa a competitividade, o efeito câmbio e o quanto a burocracia na exportação atrapalha os negócios entre Brasil e Itália.

Você defende que se o Brasil exportasse mais sairia mais rápido da recessão e aumentaria o ritmo da economia. Por que isso não acontece?

Parto da premissa de que país rico é aquele que exporta. Além dos “sagrados” textos da macroeconomia inspiradores nesse princípio, observe o sucesso de muitos países que edificaram seu sistema sobre o alicerce da exportação. Infelizmente, o Brasil sempre foi mais um país de compradores do que de vendedores. Se o superávit da balança comercial, como dado sintético, apresenta um perfil exportador, em realidade a sua composição gera, a meu ver, o chamado desenvolvimento empobrecedor, pois o valor agregado das commodities é pouco expressivo. É necessário inovar o parque industrial brasileiro, extremamente obsoleto em muitas áreas, e integrar o sistema industrial à infraestrutura logística. Na última década assistimos a uma boa desburocratização do sistema alfandegário, mas a perda de competitividade no mercado internacional, apesar de algumas exceções, aliada à pouca cultura exportadora e à tímida divulgação dos produtos no exterior não permite que as exportações brasileiras decolem.

Como vencer a dependência do câmbio favorável para ter competitividade?

O real está entre as moedas que mais se desvalorizaram nos últimos anos. Por não ser reconhecido como moeda internacional, todas as transações brasileiras são atreladas ao dólar americano. A moeda fraca deveria ser incentivo à exportação, permitindo o ingresso de moeda forte, mas a ausência de um sistema de exportação integrado com a política monetária, e normas do Banco Central obsoletas, não permitem que a exportação deslanche. Assim como na maioria dos países mais desenvolvidos, no Brasil não é permitido manter contas bancárias em moedas estrangeiras fortes, como dólar e euro. Em função disso, o exportador brasileiro recorre a derivativos de proteção (hedge) que têm custo financeiro ainda elevado. Isso não encoraja o exportador. Além disso, tenho visto empresas sobrestimarem o câmbio e apresentar um orçamento “forçado”, no qual aparece o lucro da exportação, ainda que isso não ocorra de forma plena.

Você afirma que, além da qualidade do produto devemos saber o que e como exportar. Como encontrar respostas para essas questões?

O processo de exportação tem regras ”canônicas” que, se não obedecidas, podem levar ao fracasso. Em primeiro lugar, desculpe a obviedade, é necessário abrir um canal de compra no exterior, por meio de entidades governamentais bilaterais, câmaras de comércio e representantes no Brasil de potenciais compradores estrangeiros, por exemplo.  É indispensável planejar o processo como um todo, tanto do aspecto operacional quanto financeiro, afinal uma exportação somente é concluída e considerada bem-sucedida quando o vendedor recebe o contrato do produto em moeda, no próprio banco, com o lucro almejado e tendo “driblado” a flutuação cambial. Há consultorias e operadores que auxiliam os exportadores e potenciais exportadores nessa missão, limitando os riscos intrínsecos de qualquer atividade empresarial. Como empresa, um dos nossos orgulhos é ajudar empreendedores brasileiros a se tornarem também exportadores.

O Governo tem cumprido o papel de promover a cultura exportadora?

Tem havido avanços em termos de desburocratização do processo alfandegário, mas nada, ou quase nada, para potencializar a infraestrutura logística, capaz de favorecer a operação de exportação. Nenhuma política monetária dos governos foi concebida para sustentar solidamente as exportações. As iniciativas incluem apenas manobras contingenciais do Banco Central, raramente ações dos governos diretamente.

Baseado na sua experiência, quais são os principais empecilhos para ampliar os negócios entre Brasil e Itália?

Os principais empecilhos às relações comerciais envolvem o moroso e burocrático processo de desembaraço de importações no Brasil, o excesso e os elevados tributos de importação e o altíssimo valor das armazenagens nos terminais portuários e aeroportuários. Tudo isso em comparação à situação italiana e a dos países do G20. Sem dúvida, reduzir as deficiências na infraestrutura logística brasileira também contribuiria para ampliar as relações de comércio com o exterior, inclusive as trocas com a Itália.

Que conselho daria a um empreendedor interessado em exportar?

Planejar, planejar e planejar. Utilizar a lógica japonesa de abordagem de qualquer problema: muito planejamento e, ao final dessa etapa, uma ação rápida e contundente para o sucesso econômico da operação de exportação.

Créditos: Estela Cangerana

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