Mês de férias, mas de bons resultados: julho reforça trajetória positiva para a produção mineira
A atividade industrial mineira apresentou indicadores positivos nos primeiros sete meses do ano. O faturamento real das indústrias do estado cresceu 11,48% entre janeiro e julho, na comparação com igual período de 2009. Os dados foram a prova de que as indústrias não tiraram férias. Em julho, a alta dos resultados chegou a 7,8% frente ao mesmo mês do ano passado, e de 1,11% em relação a junho. Os setores que mais contribuíram para esse crescimento mensal foram o de máquinas e equipamentos, com aumento de 36,26%; produtos químicos, que apresentou elevação de 6,65%, e têxteis, com alta de 5,90%.
As variáveis levantadas pelo Relatório da Pesquisa Indicadores Industriais da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) já indicam uma tendência de estabilidade da atividade em níveis elevados de produção e de vendas, uma vez que o segundo semestre é historicamente mais aquecido que o primeiro, e a produção industrial do estado já se prepara para atender a demanda para o Natal. Sondagem feita com empresas mineiras revela que os estoques da indústria do estado ficaram acima do planejado, em julho, com indicador que atingiu 52,2 pontos, lembrando que desde o início do ano, esse percentual se manteve abaixo dos 50 pontos, com exceção para março.
De acordo com o presidente do Conselho de Política Econômica da Fiemg, Lincoln Gonçalves Fernandes, o aumento da capacidade instalada em 87,02% em julho fez expandir o estoque. “O produto da atividade industrial mineira foi mais do que suficiente para atender à demanda do período. E, além disso, o aumento da produção e da garantia de estoque se deve principalmente ao crescimento da demanda para o segundo semestre, aquecido também pelo comércio, que já se prepara para o Natal”, explica.
As horas trabalhadas na produção mostraram acréscimo de 3,35% e as maiores elevações ocorreram nos setores de artigos do vestuário e acessórios, com alta de 22,89%; metalurgia básica, com incremento de 2,97%; veículos automotores, que apresentaram aumento de 2,75%; e produtos alimentícios, com elevação de 2,42%. O emprego também apresentou incremento de 0,41% em julho, em relação a junho, e os setores que mais empregaram foram o de couro e calçados, com acréscimo de 2,57%; máquinas e equipamentos, com aumento de 1,35% e extrativo mineral, com crescimento de 1,18%.
Em julho, a massa salarial também apresentou elevação de 11,59%, quando comparada a junho, influenciada pela expansão no emprego industrial. Os setores que mais contribuíram para o resultado foram o de veículos automotores, com aumento de 38,42%; couro e calçados, com crescimento de 24,70%; e metalurgia básica, com incremento de 24,70%. Segundo Lincoln Fernandes, mesmo depois da retirada da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para veículos, o mercado permanece aquecido. “As linhas de financiamento sustentam esse mercado, que se mantém forte”, lembra. O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (ICEI-MG), realizado pela Fiemg, se manteve estável, atingindo 63,6 pontos em agosto.
Fonte: O Tempo